A Coordenadoria Regional de Ensino, criada pela Secretaria de Educação do Estado era encarregada de fazer levantamentos e verificações das regiões da cidade que necessitavam de escola. No bairro da Lagoa, como era chamado antigamente o bairro Presidente Médici, havia até 1972 uma pequena escola com apenas uma sala de aula, onde estudavam alunos do 1ª a 4ª série. A CRE (Coordenação Regional de Educação) fez levantamento; a comunidade solicitava uma escola maior e que foi encaminhado para Secretaria da Educação que criou através de Decreto do então Governador Colombo Machado Salles a escola Básica Zélia Scharf.
A Escola Básica Profª Zélia Scharf foi construída inicialmente com apenas 10
salas de aula, gabinete do Diretor, Secretaria, Sala dos Professores, Biblioteca,
cozinha, banheiros, Área coberta. No inicio era uma escola de porte médio, sem
muitos recursos, terreno da escola não era fechado e não havia ginásio de
esportes somente a quadra de piso que existe até hoje.
Em 1979 foi iniciado um projeto para
ampliação da escola, solicitando a construção do Ginásio de Esportes e novas
salas e alas de apoio. Nas novas salas que foram construídas foram usadas para
ensinar técnicas de trabalho aos alunos, como: Técnicas Comerciais; Técnicas Industriais; Técnicas Agrícolas; Técnicas
de Educação para o Lar; Salas de Ciência; Salas de Educação Artística e
outras para Apoio Pedagógico – o SOE.
Biografia da Professora Zélia Scharf
Zélia Scharf nasceu em Ituporanga, pequena cidade do Vale do Itajaí, no dia
2 de agosto de 1950 e faleceu em Chapecó no dia 10 de novembro de 1971. Filha
de Zeno Scharf e Adelina Muller.
Iniciou seus estudos em 15 de fevereiro
de 1957 no grupo escolar “Mont Alverne” de sua cidade natal e conclui-os no
mesmo estabelecimento em 5 de dezembro de 1970.
Prestou curso para o Magistério
municipal, no qual ingressou em 1 março de 1971 na Escola Reunida Municipal do
Bairro São Pedro. Dedicou-se de corpo e alma à causa de ensino.
Percorria diariamente os trinta e dois
quilômetros que separam Itaberaba de Chapecó em companhia de sua prima Vera
Lucia Capistrano em um automóvel, enfrentando as dificuldades de uma estrada em
construção.
Na manha de 6 de novembro de 1971, após
festejarem com os alunos o aniversario
da Irmã Maria, Diretora do Grupo Escolar, regressavam a Chapecó, quando a certa
altura da BR – 282, encontraram-se no meio de uma chuva de rochas e poeira
decorrente da detonação de cargas explosivas.
A falta de sinalização adequada,
alertando aos motoristas o perigo que corriam, causava mais um acidente fatal
na BR em construção.
Uma grande pedra atingiu Zélia na
cabeça, o que veio a provocar seu falecimento horas após dar entrada no
hospital de Chapecó.
A secretaria da Educação. Por sugestão
das autoridades educacionais de Chapecó, numa justa homenagem a quem perdeu a
vida no cumprimento do dever, na dedicação à causa do ensino, deu a uma nova
escola que se criava no Bairro da Lagoa, o nome de “Escola Básica Professora
Zélia Scharf”.

Vejam como são as coisas. Eu ando pesquisando sobre o primeiro fotógrafo residente em Salto Grande, atual município de Ituporanga, onde nasceu Zélia Scharf. O nome era Aron Scharf. Procuro por todas as pessoas que se ligam a este nome. O nome que sempre me ocorre é de Zélia Scharf, minha colega do Grupo Escolar Mont'Alverne. Uma linda e doce menina, pequena, com quem passei muitas horas alegres nas festinhas de juventude, junto com a inseparável Alda Wandresen, esta enorme perto da Zélia. Zélia foi namorada, até a morte, de meu também colega de faculdade, Jorge Dutra, a quem apresentei por ocasião de um baile em Ituporanga. Tive que repassar a notícia para ele, verbalmente, pessoalmente, quando soube do acidente naquela estrada, com aquela pedra. Após a ocorrência, Zélia havia se preocupado em pagar parte dos prejuízos com o carro da amiga. Mas a pancada fora na cabeça, e logo os danos apareceram, lhe causando a morte. Ela estava começando a vida profissional, foi uma pena.
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